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A recuperação dos cultos orientais durante o reinado de Calígula

Ao contrário da religião oficial romana, os cultos orientais importados do Egito e do Próximo Oriente para Roma por mercadores, escravos e soldados garantiam aos seus fiéis prosperidade nesta vida e salvação no Além. Os deuses orientais, como Ísis e Osíris, Cibeles e Átis ou Mitra, aos quais não se dava fidelidade exclusiva, eram capazes de morrer, de ressuscitar e de sofrer dor e os iniciados no culto deviam participar nele através de rituais esotéricos.

 

Calígula

 

Durante o principado de Augusto e Tibério, os cultos orientais foram perseguidos e proibidos em Roma. Augusto não permitia que os cultos isíacos fossem praticados dentro do perímetro da cidade e Tibério destruiu o maior templo de Ísis e Serápis da urbe, construído no Campo de Marte pelos triúnviros no ano 43 a.C. As estátuas de culto a Tiber (deus-rio) foram igualmente destruídas. Depois de muitas tentativas de eliminação do culto, Calígula incluiu no calendário oficial as festividades isíacas e reconstruiu o iseum campense.

 

No ritual de iniciação do culto isíaco, segundo conta Prudêncio na sua "Periestephanon" (ou Livro das Coroas), o candidato tinha de se banhar no sangue de um touro. Para isso, era introduzido numa fossa coberta parcialmente com tábuas de madeira, sobre as quais se sacrificava o animal. O fiel pronunciava durante este ritual (taurobolion) a seguinte fórmula enigmática: "Comi do que estava num tambor, bebi o que estava num címbalo, aprendi os segredos do culto."

 

Outra das religiões orientais mais difundidas durante a época imperial foi o mitraísmo, introduzido em Roma depois das campanhas de Pompeu no Oriente, um culto que incluía divindades estrangeiras entre figuras e episódios da teogonia clássica. Mitra, deus nascido de uma pedra, aparecia sempre representado como o sacrificante do touro primordial, cuja carne era consumida durante um banquete sagrado no qual participava o Sol. Sobre o carro solar, Mitra percorria o firmamento e era acolhido pelo leontocéfalo, uma personagem envolta por uma serpente que representa o tempo cósmico.

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