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Crepúsculo do Homem - Ensaio de uma Crítica da Pós-Modernidade (II)

Os pós-modernos desejam acima de tudo conforto e bem-estar. Lançam anátemas a todas as dificuldades, adversidades, resistências e dores do mundo. Esta incapacidade de suportar sofrimento é já sinal de uma exacerbada sensibilidade, de uma enorme fraqueza. Os pós-modernos não conseguem enfrentar a vida tal como ela é — na sua essência, competição e dureza. Querem estar inseridos numa redoma de cristal que os proteja de todas as tempestades e de todos os sofrimentos. Eles sabem que o sofrimento faz parte da vida, mas ao mesmo tempo não o querem experimentar. Anseiam por destruir essa faceta da existência, sem se aperceberem que com essa atitude rejeitam a própria vida.

 

Crepúsculo do Homem (II)

 

Toda a atividade pós-moderna se realiza no intuito do facilitismo, imediatismo e utilitarismo. Os pós-modernos existem apenas no presente, não têm destino no futuro e utilizam o passado como lição (não como motivação, o que seria o mais recomendável). São criaturas demasiado delicadas, femininas, carentes de unidade. Os seus desideratos são eliminar tudo aquilo que é contraditório e perigoso; erradicar todo o racismo e toda a xenofobia com vista a um ambiente pacífico, em que não haja nada que faça ferver o sangue; atribuir direitos a todas as minorias, para com isso destruir tudo aquilo que é superior; fazer desaparecer todos aqueles que têm um sentido de missão, para evitarem serem feitos seus instrumentos. Em suma: igualitarismo absoluto, ausência de perigosidade e prazeres ao virar da esquina, eis aquilo a que os pós-modernos apelidam de «sociedade evoluída». No fundo pretendem secar as fontes do sofrimento, visto que não possuem constituição psicológica suficientemente forte para beber dessa água.

 

O ar que respiramos está repleto de belos sentimentos — na Imprensa, nos programas de televisão e até na música. Este romantismo enfraquecido mina todos aqueles que são sólidos como o aço; o metal torna-se líquido, corre numa orgia de emoções desagregadas e finas como os fios de uma teia de aranha. Os imperativos morais inflacionados enfraquecem todos aqueles que tentam escalar montanhas; forçam-nos a descer aos vales do altruísmo e da compaixão. Os pós-modernos colocam dinamite no coração de todos aqueles que ainda são duros e distantes, em todos aqueles que os atemorizam, com o objetivo de tornar as relações humanas mais leves, de as tornar menos dolorosas e incompreensíveis. A pós-modernidade pretende transformar os homens em animais de rebanho; temo que já o tenha conseguido.

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