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Crepúsculo do Homem - Ensaio de uma Crítica da Pós-Modernidade (III)

O ensino nas nossas escolas e universidades está unicamente direcionado para a obtenção de um emprego. A assimilação de conhecimentos, que são distribuídos em massa nos primeiros anos, encolhe mais tarde rumo à técnica, sendo que o resultado é o homem como função social; o indivíduo é desde tenra idade preparado para servir o capitalismo como instrumento. A mecânica é a seguinte: educação para obter emprego, emprego para obter dinheiro, dinheiro para obter bens e serviços, bens e serviços para obter uma «vida confortável». Se algum elo desta corrente se parte, como, por exemplo, os postos de trabalho, o indivíduo deixa de ter dinheiro, e consequentemente é estigmatizado por não poder consumir. Qual era o homem mais desprezado na Antiguidade? O escravo. Qual era o homem mais desprezado na Idade Média? O herege. Qual é o homem mais desprezado no nosso tempo? O desempregado. Na medida em que não consegue ser uma função social, o desempregado vê a sua autoestima diminuir — isto significa que o seu orgulho provém de se sentir útil, isto é, de se sentir um instrumento do capitalismo. Na pós-modernidade, os homens consideram-se ferramentas; e sentem orgulho nisso!

 

Crepúsculo do Homem (III)

 

A igualdade entre os homens significa que o ensino deve ser igual para todos, pelo menos nos Estados socialistas. O resultado é uma criatura sem qualquer valor! Os homens não são iguais, logo a educação não deve ser igual para todos: aqueles que desde cedo se mostram mais talentosos, mais disciplinados, mais inteligentes, mais capazes de sacrificarem o seu bem-estar no presente por futuros sucessos, devem ser separados dos restantes; os últimos devem ser instrumentos dos primeiros, para que estes possam, com a sua superioridade, trilhar novos caminhos para a sociedade. Se se continuar a tratar os extraordinários da mesma forma que se trata os ordinários, o valor do homem continuará a decair (presumo que os meus leitores já entenderam que não meço o valor do homem ao olhar para o conjunto, mas sim para os excecionais; estes estão em falta precisamente porque os medíocres se consideram a finalidade, o único tipo de homem que se pode desejar). Se na educação tudo continuar como tem sido, a maquinaria pós-moderna continuará a receber novos escravos para trabalhar nas minas da vulgaridade.

 

Repare-se ainda que a educação pós-moderna enche a cabeça dos alunos com inúmeros factos insignificantes, com conhecimentos puramente abstratos — a escola da vida é assimétrica em relação aos saberes que são oferecidos pelos professores nas nossas salas de aula. Não se ensina os alunos a desenvolverem um ponto de vista singular sobre o mundo, o que se faz é uma lavagem cerebral para implementar as normativas da pós-modernidade: uma mistura de consumismo, uniformização e pacifismo — acima de tudo quer-se democratas e cidadãos que não pensem pela sua própria cabeça. Esta ditadura das massas impede que despontem aquilo a que se apelida de «comportamentos desviantes». Esses desvios, que surgiriam naturalmente, se não houvesse uma lavagem cerebral, seriam formas de interpretar o mundo diferentes da interpretação do rebanho. O vasto leque de possíveis perspetivas do mundo é assim reduzido a uma indecorosa uniformidade.

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