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Crepúsculo do Homem - Ensaio de uma Crítica da Pós-Modernidade (IV)

Dizem os sábios que a nossa sociedade consumista encara o valor «ter» como superior ao «ser»; isto é um grande erro. O homem sempre quis mais ter do que ser. A verdadeira causa do consumismo desenfreado está no colapso da capacidade de resistir a estímulos. Nas últimas décadas, os homens têm-se fragmentado e dispersado mais do que alguma vez aconteceu em toda a história. Incapazes de resistir tanto a estímulos internos como a estímulos externos, os pós-modernos são arrastados pela febre do consumismo; não possuem de todo a faculdade de organizar e concentrar os instintos num único alicerce onde se podem construir a si próprios.

 

Crepúsculo do Homem (IV)

 

O mesmo acontece com os programas de televisão que são visualizados uns atrás dos outros, com a leitura de jornais e as suas notícias absolutamente insignificantes, que estão longe da nossa natureza e interesses, e com tudo o mais que é absorvido massivamente num caldo fervente de estímulos que despedaçam a unificação de uma personalidade. A pós-modernidade, com a sua impermanência budista, não oferece possibilidades aos homens de agirem; estes vêm-se como simples espectadores desta corrente de experiências e informações.

 

O comportamento de manada cresce assim a olhos vistos. Os estímulos mais fortes arrastam as massas de um lado para o outro, aglomerando os seus instintos confusos em cada acontecimento viral. O facto de os pós-modernos serem incapazes de desenvolver uma personalidade singular, leva-os a procurar estímulos dominantes entre o rebanho; isto é aquilo a que chamamos «opinião pública». Repare-se na popularidade das redes sociais da Internet: a verdadeira razão porque se utilizam estas plataformas virtuais encontra-se no desejo que os pós-modernos têm de serem aceites pelas multidões; procura-se ainda aumentar a influência que se possui, sendo que quando isto é alcançado, a autoestima daquele que tem o poder de influenciar, e de ser considerado pelos outros internautas, cresce imensamente. No fundo, os pós-modernos acreditam que aquilo que as massas consideram «bom» é bom em si mesmo. Mas quanta ingenuidade! A sabedoria sempre foi privilégio dos solitários, a ignorância privilégio dos aglomerados. Querer pertencer a algo significa que se tem consciência da ausência de valor próprio.

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