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Crepúsculo do Homem - Ensaio de uma Crítica da Pós-Modernidade (V)

O rebanho em que a nossa sociedade se tornou, que eu apelido de «aglomerado passivo», é constituído por todos os medíocres, que infelizmente são a esmagadora maioria. O aglomerado passivo é por definição comunal, logo não consegue entender que o desejo de solidão pode ser um sentimento orgulhoso, uma forma de evitar que se seja corrompido pelas ideias dominantes. O aglomerado passivo não aceita os solitários nem todos aqueles que erguem a cabeça entre as suas fileiras, como que recentemente despertos de um longo sono. Todos aqueles que se destacam são alvo de desconfiança, e só serão aceites caso se neguem a si mesmos (humildade). A maior aspiração do aglomerado passivo é que todos sejam iguais, nem superiores nem inferiores (como os criminosos) à maioria. Esta uniformidade impede que homens mais valorosos descarreguem todo o seu potencial.

 

Crepúsculo do Homem (V)

 

Os próprios políticos, que têm origem no aglomerado passivo, intitulam-se seus «servidores». A democracia é a vitória da demagogia e da inferioridade. O exercício do poder é encarado como um meio para a transformação de todos em massas obedientes e contentes; o seu fim é impedir que hierarquias despontem. Veja-se o socialismo: a pirâmide da sociedade, com este partido no poder, fica de pernas viradas para o ar. Todos os extremos, quer de esquerda ou de direita, tentam excitar o touro que está escondido no povo inofensivo (os anarquistas são homens mais fortes, que pretendem destruir, mas ao mesmo tempo são mais decadentes, porque são incapazes de criar ou até de aceitar uma hierarquia social indispensável para o surgimento de homens superiores). Tudo aquilo que é as condições básicas de existência do aglomerado passivo é hoje tido como problema de primeira ordem — e o facto de estarmos concentrados nas camadas inferiores significa a ruína do próprio homem.

 

O povo é bastante económico nos seus desejos: trabalho, alimentação e entretenimento é tudo aquilo que necessita. Por causa disso, é completamente incapaz de criar valorações e um sentido para a vida. Essa tarefa é privilégio de homens mais elevados, de seres que desprezam aquilo com que o aglomerado passivo mais se preocupa: a preservação da vida. Atribuímos a todos os seres humanos liberdade de agirem como bem entenderem, o que é uma maldade; os inferiores não sabem como agir, precisam sempre de alguém que lhes indique as direções certas. O povo necessita de acreditar em algo superior, em algo que esteja distante das suas condições de existência; removemos Deus da sua vida, sejamos então corajosos o suficiente para lhe oferecer homens para adorar — não celebridades, que são apenas mediocridades inflacionadas, mas homens mais potentes, daqueles que habitam nas cumeadas. Apesar de o aglomerado passivo odiar tudo aquilo que seja superior às suas unidades, a sua incapacidade de resistir a estímulos ainda pode ser explorada por homens fortes o suficiente para imprimirem a sua marca e as suas esperanças.

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