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Uma Nobre Edição da Genealogia da Moral (I)

O mundo distante e estranho da origem da moral foi primeiro habitado pelos pequenos psicólogos ingleses, para a infelicidade das gerações que lhes seguiram. Esses ingleses são criaturas bastante engraçadas. Carentes de céu limpo, brincam com os grandes problemas da humanidade como os egrégios filósofos da Hélade, pensando que também eles conseguem atingir as alturas a partir da sua terra cinzenta e por demais desanimadora. Esses moralistas e pais de moralistas ingleses são realmente seres engraçados. Isto até quererem descobrir a verdade com olhos amigos da mentira. Mas vamos ao que interessa, porque ainda existe muita terra da moral por descobrir e que de todo não foi descoberta!

 

Uma Nobre Edição da Genealogia da Moral (I)

 

O que temos aqui é um grande problema para resolver: a origem da moral. Desde quando o animal homem apelida certas ações dos seus semelhantes como boas e outras como más? De onde avalia ele essas ações? O que o move a valorar e, permitam-me, como se arroga ele ao direito de atribuir valores? Quem valora e qual o instinto que domina essa valoração?

 

Esta terra estranha nunca devería ter sido descoberta por ingleses! Com as suas mãos sujas desvastaram todas as florestas e poluíram todos os oceanos! Mas o que temos nós, filósofos inúteis e sábios da inutilidade, de especial na nossa visão que poderá vislumbrar horizontes desconhecidos pelos moralistas ingleses? Talvez a própria condição de inutilidade seja necessária neste tópico tão difícil da natureza humana.

 

A própria inutilidade dos nossos pensamentos é necessária para ver desde logo que esses psicólogos da moral ingleses respiram a atmosfera densa do cristianismo. Amantes de Platão, o antigo fundador das débeis raízes cristãs, esses moralistas escondem muito ressentimento em si. O seu desejo tirano de apequenamento do homem destrói toda a verdade sobre o nosso problema da origem da moral. Como poderiam eles alcançar aquilo que só aqueles que respiram ar puro poderão alcançar?

 

A genealogia da moral que essas criaturas pálidas nos deixaram carece de um rigor budista que possui mais caminho do que pernas, carece de um olhar lento e denso que só nós, filósofos sem amanhã, possuímos seguramente. É tempo de efetuarmos uma nobre constatação: essa moral inglesa tem em si muita da beleza decadente com que sonham todas as velhas cansadas e outros democratas. Talvez a verdadeira origem da moral seja mais suja, coberta de sangue, feia, imoral... Pois existem tais verdades!

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